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domingo, 4 de janeiro de 2009

Sucesso ou fracasso

Às vezes fico meditando sobre como criar meus filhos de forma que eles tenham sucesso na vida. Fico preocupada com educação, cultura, bons relacionamentos. Ter um filho com síndrome de down me fez pensar nessas coisas de uma forma mais séria e mais ampla. Tantos preconceitos têm sido quebrados, quando penso nas conquistas das pessoas com síndrome de down. Inteligência era o que definia se uma pessoa na escola iria bem ou não. E inteligência era definida, na prática, como a capacidade de uma pessoa de decorar a matéria para obter bons resultados nas provas. Na vida cotidiana, essa capacidade não me parece ter tanto valor assim... Mas, e as pessoas com deficiência intelectual? Pobrezinhas, confinadas a viverem dentro de suas casas, sem valor e sem função. Mas hoje, graças a Deus, e a movimentos de pessoas conscientizadas, essa realidade tem mudado. Assisti a uma reportagem na TV Globo, sobre o Humberto Suassuna, professor de educação física, com síndrome de down, que me deixou boqueaberta! Que maravilha o exemplo desse rapaz! De sucesso! Saber que uma pessoa com síndrome de down pode ter sucesso na vida!!! Saber que uma pessoa com deficiência pode ser normal!!! "Ser diferente é normal"! Que bom que essa frase tem tomado proporções cada vez maiores e mais próximas da sociedade! Que bom imaginar que, quando meu filho chegar a ser adulto, a sociedade estará um pouco mais aberta para essas pessoas!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Dilema Mãe X Profissional da Saúde

Quando o Davi nasceu e a médica pediatra anunciou a suspeita da Síndrome de Down, fomos orientados a fazer o exame de cariótipo, para confirmação dessa suspeita. Assim fizemos. Fomos a Brasília para fazer o exame. Chegando lá, médica experiente, logo detectou as características do nosso bebê e me perguntou se eu sabia quais eram essas características. Fui elencando algumas. Quando falei da "hipotonia", um termo talvez diferente do que ela estivesse acostumada a ouvir de seus pacientes, olhou para mim e me perguntou qual era minha formação. "Fonoaudióloga", disse. E ela emendou: "Que bom, assim você poderá trabalhar bastante com seu filho. Imagine, uma fonoaudióloga dentro de casa!". Naquele momento me senti tão desrespeitada! Do meu filho eu não sou terapeuta; sou MÃE! Não bastasse o baque da notícia, ainda era imposto sobre meus ombros a responsabilidade de lidar com Davi como se fosse outra pessoa, um paciente. "Fiz fonoaudiologia para tratar dos seus filhos, não dos meus!", pensei. Nenhuma mãe quer que seus filhos tenha qualquer tipo de problema! Toda informação e experiêcia daquela dedicada médica não foram suficientes para lidar com a minha situação, naquele momento. A sensibilidade fica de lado, quando há só conhecimento, sem experiência "na pele". Certamente, desse momento em diante, saberei lidar com pais de crianças deficientes de uma forma profissional, porém, muito mais próxima, entendendo mais o que eles passam. Coisa que nenhum livro pode ensinar.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Voltar as práticas antigas

Para voltar a escrever e me deleitar com esta prática, como antigamente. Escrevia tão bem, gostava do que escrevia. Mas, sem praticar, fui esfriando. Quero e preciso voltar a escrever, criar e desabafar!